Para acabar com a epidemia da aids

12/11/2012 16:50
Num momento único da história da epidemia, a 19ª Conferência Internacional de Aids, que aconteceu em 2012, nos Estados Unidos, aprovou a Declaração de Washington, que indica os caminhos para enfrentamento da doença e propõe “virar o jogo juntos”.

Conheça o documento histórico. Entre no site e assine a Declaração: http://www.2endaids.org


Declaração de Washington

Após três décadas de persistência, de esforços comunitários, pesquisa e prestação de assistência à população, estamos diante de um cenário impensável há poucos anos: a possibilidade de assistirmos à erradicação da aids.

Embora as vitórias sejam extraordinárias, as perdas seguem incalculáveis. Porém, hoje em dia, graças aos avanços científicos, aos compromissos assumidos nos
planos social, político e de direitos humanos, descobrimos que é possível elaborar e implementar uma combinação de estratégias comprovadas, as quais, se dimensionadas em escala mundial, podem reverter o jogo.

Nós necessitamos da cura e também de uma vacina. Mas com as ferramentas disponíveis atualmente, aumentando os recursos e conjugando ainda mais esforços, é possível evitar novas infecções e melhorar a qualidade de vida e de saúde das pessoas que vivem com HIV/Aids.

Assim, milhões de vidas serão salvas. Para virar o jogo na luta contra a epidemia do HIV/aids, é necessária uma liderança articulada no campo das políticas governamentais, dos sistemas de saúde, da academia e das organizações não governamentais.

Os esforços deverão contemplar abordagens multidisciplinares que promovam os direitos humanos e a dignidade de todas as pessoas afetadas pela epidemia. O início de uma vitória sobre a aids é um objetivo ambicioso, mas exequível. Ele está em nossas mãos.

Para virar o jogo juntos, precisamos:

1- Aumentar novos investimentos específicos. Podemos salvar vidas, evitar infecções e reduzir o custo global da epidemia com o aumento imediato e estratégico de investimentos. Um progresso maior requer comprometimento proporcional com financiamento de doadores globais e locais, inclusive de governos nacionais do mundo todo.

2 Assegurar a prevenção do HIV, seu tratamento e cuidado com base em evidências e em onformidade com os direitos humanos daqueles em maior risco e os mais carentes. Isso
inclui os homens que fazem sexo com homens, transgêneros, usuários de drogas, mulheres vulneráveis, jovens, grávidas vivendo com o HIV e profissionais do sexo, bem como outras populações afetadas. Ninguém pode ser excluído se quisermos alcançar nosso objetivo.

3 Acabar com o estigma, a discriminação, as sanções legais e as violações dos direitos humanos para pessoas vivendo com o HIV e as populações em risco. O estigma e o preconceito dificultam todos os nossos esforços e dificultam a oferta de serviços essenciais.

4 Aumentar consideravelmente a oferta do teste de HIV, aconselhamento e ligação com serviços de prevenção, cuidados e apoio. Todos têm o direito de conhecer seu status sorológico para o HIV e de receber o tratamento, cuidado e apoio de que precisam.

5 Fornecer tratamento para todas as mulheres grávidas ou amamentando que vivem com o HIV, para interromper a transmissão vertical: é possível apoiar as mulheres para que
permaneçam vivas e saudáveis e erradicar as infecções pediátricas pelo HIV.

6 Expandir o acesso à terapia antirretroviral para todos que precisarem. Não conseguiremos acabar com a aids até que a promessa do acesso universal se torne realidade.

7 Identificar, diagnosticar e tratar a tuberculose (TB). Implantar programas de prevenção da TB por meio de serviços integrados para o HIV e TB. Chega de viver com o HIV, mas morrer de tuberculose.

8 - Acelerar as pesquisas sobre novos recursos para a prevenção e tratamento do HIV, inclusive novas abordagens, tais como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e microbicidas, e a distribuição otimizada de recursos conhecidamente eficazes, desde preservativos até o tratamento como meio de prevenção. Expandir a pesquisa de uma vacina e da cura. A pesquisa é fundamental para nos levar ao fim da epidemia.

9 - A mobilização e o envolvimento significativo das comunidades afetadas devem estar no centro das respostas coletivas. A liderança daqueles diretamente afetados é essencial para uma resposta eficaz ao HIV/aids.

Os desafios que nos esperam são enormes, mas os custos do fracasso serão ainda maiores. Convocamos todos os cidadãos da comunidade global, no espírito de solidariedade e da ação conjunta, e com o engajamento total da comunidade de pessoas vivendo com o HIV, a renovar a percepção de urgência da expansão global da luta contra a aids.

Precisamos agir com base no que sabemos. Precisamos começar a acabar com a aids – juntos.

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